8 de abr.2 min de leitura
Mia
Há casas que não são casas. São lugares de passagem, de espera, de perguntas sem resposta. E depois há seres que, no meio disso tudo, ficam. A Mia era uma dessas coisas que ficam. Não sei exatamente quando apareceu. Na verdade, sinto que ela sempre lá esteve como as portas grandes, como o barulho das vozes ao jantar, como aquele silêncio estranho das noites em que ninguém dizia o que sentia. A Mia não precisava de palavras. Talvez por isso percebesse tudo. Era a cadela do la












