Sair da zona de conforto
- Story of my life Blog
- 15 de out. de 2021
- 2 min de leitura
Em 2019 tive a oportunidade de realizar um estágio na Ilha da Madeira tive a felicidade de poder estagiar num hotel de luxo durante 4 meses. E lá fui eu sozinha, andar de avião pela primeira vez na minha vida.
Fiquei a conhecer o método de trabalho de várias áreas importantíssimas para o bom funcionamento de uma unidade hoteleira. Mas aprendi muito mais que isso, tive de enfrentar o medo de falar línguas estrangeiras em público, aprendi a ter mais iniciativa, a saber resolver alguns conflitos quer a nível interno quer com os clientes. E aprendi a assumir as responsabilidades, principalmente quando errava. A agir sob pressão, o que para mim foi uma grande aprendizagem quer para a minha vida profissional quer pessoal.
Foi a primeira vez que estive muito tempo fora do Lar e para começar, o silêncio do quarto foi algo um pouco assustador. A minha colega de quarto e trabalho, tornou-se uma amiga e sempre que chegava fazia uma festa o que me deixava super feliz pois o silencio era quebrado e já não tinha que ficar sozinha com os meus pensamentos (algo que não estava habituada, não de forma permanente e recorrente).
Eu tenho péssimo sentido de orientação e estar num local novo, sem ninguém conhecido para me ajudar foi uma aventura sem dúvida, perdi-me umas dez vezes dentro do hotel até chegar ao local que queria e fora do hotel, para ir por exemplo, ao supermercado outras vinte vezes. Contudo acabei por perceber que realmente “Quem tem boca vai a Roma” e na eventualidade do GPS do telemóvel não funcionar tinha essa opção.
Gerir o meu dinheiro foi outra aprendizagem brutal, estar atenta às promoções e aos preços, ter noção que apesar do “acesso livre” e confiança depositada em mim pelo Lar, não devia gastar dinheiro apenas por capricho.
Mas o que me deixou mais feliz, foi a sensação de total liberdade (bem, na realidade eu ligava para o Lar a perguntar se podia sair à noite, mesmo estando longe) mas sabia que podia sair quando quisesse. Sair com uma t-shirt no corpo e depois estar um frio desgraçado, porque não tive ninguém que me tivesse avisado para levar casaco (essa lição aprendi muito rápido😊). Todos os dias aprendia algo novo e foi pelo simples facto de ter estado 4 meses fora, sem ter as técnicas e/ou funcionárias a fazer tudo por mim, a avisar-me que tinha consulta ou a acordar-me de manhã para não chegar tarde ao trabalho… foi de uma imensa relevância, para mim, ter experienciado estes meses sozinha pois senti que cresci e que desenvolvi de uma forma bem mais rápida do que se tivesse uma “sombra”.
Adorei, mas também sofri muito com as saudades da minha Casa e dos meus.

Comments