Eu, tu, ela, nós e elas
- Story of my life Blog
- 24 de ago. de 2021
- 2 min de leitura
Todos nós precisamos de silêncio, nem que seja por breves minutos, para refletir, pensar, acalmar, etc… Bem, eu vivo com muitas pessoas o que torna a minha casa um local com muito barulho. Será que a falta de silêncio afeta a minha qualidade de vida? E se nos habituamos ao barulho, o silêncio torna-se assustador? Não é fácil viver em comunidade, embora o faça desde sempre, ter de partilhar todos os espaços da casa com as outras meninas com diferentes personalidades, formas de estar, educação, etc, faz com que muitas vezes existam discussões por motivos tão ridículos como: “de quem é o champô que ficou na banheira?”, “agora sou eu a decidir o que ver na TV porque ainda não vi hoje” ou “quem me mexeu nas minhas coisas?”, na sua grande maioria este é o tipo de discussão que temos diariamente e que, acreditem em mim, pode ser muito barulhento. E depois há as outras discussões, mais sérias mas (felizmente) menos frequentes.
Na hora das refeições é quando se concentra mais ruído, adolescentes, algumas com problemas de audição ou entendimento, na mesma mesa a jantar ao final do dia com a televisão ligada, cozinha a funcionar… dá para imaginar não dá? Passámos o dia na escola, aconteceram muitas coisas e estamos ansiosas por chegar a casa sentar à mesa e contar tudo às nossas colegas de casa.
A algazarra e as vozes nem sempre me fizeram confusão, eu fazia parte do grupo e também a fazia, falava alto, ria-me, etc. Agora sinto que cresci, muitas das amigas que aqui tinhajá foram embora, sinto-me mais sozinha e o barulho tem-me incomodado mais. Deve ser da idade ehehehe.
É assim; quando estou em casa da minha família de afecto penso “está muito silêncio” e às vezes não sei lidar muito bem com isso, tenho que ligar a televisão para ter algum barulho. E depois, no lar penso exactamente o contrário, acho que é uma fase de transição que estarei a atravessar. Viver em comunidade significa que nenhum dia é igual a outro, há sempre com quem falar e desenvolvemos competências sociais rapidamente assim como aprendemos noções de partilha e sororidade. Levamos também bons exemplos sobre como gerir grupos, falar para muita gente, lidar com a timidez e como organizar uma casa grande.
Vejo, agora com maior compreensão e solidariedade, a dificuldade que por vezes representa para quem trabalha nestes contextos, domar os ânimos ou fazer cumprir as regras de convivência. Não as invejo, têm de ter muita paciência e assertividade.
Contudo para quem se debate com a mesma dificuldade que eu, dou uma dica, se algum dia necessitarem de silêncio, optem por ficar na cama acordadas até tarde (sem incomodar ninguém) que logo que as luzes são apagadas, as meninas adormecem e o único barulho que resta são algumas respirações (ou ressonar)!
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