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Ted, regular emoções a brincar

  • Foto do escritor: Story of my life Blog
    Story of my life Blog
  • 19 de jul. de 2021
  • 2 min de leitura

Antes de lerem este texto espreitem e página de instagram do @Ted_santa_cruz.

Já voltaram? Então, este simpático urso é uma forma muito séria de trabalhar as emoções com algumas das meninas que vivem no meu lar.

Há formas muito criativas de trabalhar competências com crianças e jovens. Ao longo da minha passagem por casas de acolhimento fui sendo observadora e alvo dessas estratégias. Mas talvez só agora perceba o propósito de algumas delas, uma vez que já tenho alguma maturidade que me permite decifrá-las.


O urso de peluche que ganhou vida foi a mais recente e original forma que a equipa técnica arranjou de intervir em algumas questões importantes com as meninas que possuem défice cognitivo. Mas até eu acho um piadão ao instagram do boneco, confesso! A finalidade não é colecionar seguidores nem publicitar o lar, é mesmo criar um personagem que vive no lar e imita as vivências delas/nossas. Permitindo que muitas vezes se transfiram emoções para o Teddy. Ou seja, é mais fácil dizer «Acho que o Ted está zangado porque tem saudades da mãe» do que dizer «Eu estou zangada porque tenho saudades da minha mãe», perceberam a ideia? Giro, não é? E resulta muitas vezes.


Mas a atividade que eu gostava mais eram as Olimpíadas do Lar da Santa Cruz, que acontecimento! Eram imensas atividades de expressão dramática, matemática, exercício físico, cultura geral, etc, todas muito bem organizadas e cronometradas pela equipa técnica. Formávamos grupos/equipas e as funcionárias do Lar faziam de júri. Era uma espécie de concurso que durava alguns dias no Verão, ora dentro ora fora de casa. Desfiles com roupas feitas de materiais reciclados, pinturas a aguarelas, peddy paper, exercícios de resistência, corridas de obstáculos, testes de cultura geral, teatros…. Ai tão giro! E a brincar a brincar lá púnhamos em prática tudo o que aprendíamos na escola, quase sem dar por isso. Entretanto fomos crescendo e os interesses mudaram e as olimpíadas ficaram suspensas. Talvez agora que temos de novo meninas mais novas se tragam de volta essas tradições, Lar da Santa Cruz estão a ler!? Ahahaha


Tivemos também um mural dos elogios. Uma parede com as nossas fotos e um recipiente onde qualquer pessoa podia colocar um bilhete, a única regra era que fosse um elogio. Depois passou a ser o mural dos agradecimentos e a lógica era a mesma. Para que se criassem formas positivas de interação entre pares e com as adultas da casa também.


E o livro da vida, ah, esse livro é uma capa que nos acompanha desde que entramos no LSC e onde colocamos tudo desde fotografias, bilhetes de cinema, cartas, desenhos, notas escolares, letras de músicas, lista de desejos, enfim todas as recordações que quisermos conservar. Pois muitas crianças e jovens, como eu aliás, chegam às casas de acolhimento despidas de recordações (sem fotos, sem brinquedos, etc) e assim o LSC garante que quando de lá saem levam pelo menos o livro da vida cheio de pedacinhos de histórias dos anos ou meses que lá passaram. Enfim… havia muitos mais exemplos a dar mas escolhi os meus preferidos e os que acho mais originais.

E o Ted concorda!



 
 
 

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