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Aqui mando eu, e eu, e eu, eu….

  • Foto do escritor: Story of my life Blog
    Story of my life Blog
  • 26 de jul. de 2021
  • 2 min de leitura

Se dois pais podem ter pontos de vista diferentes e um ser mais autoritário e outro mais permissivo, como acham que é dentro de uma instituição onde trabalham tantas pessoas?

O que devemos fazer quando uma adulta nos diz: “não mexas aí!” e quando a outra diz: “podes mexer se for rápido” ou até “podes mexer aí mas não contes a ninguém”?… Ficamos confusas, e muitas vezes optamos por aproveitar a discórdia a nosso proveito.


Na minha casa cada uma das pessoas que aqui trabalha tem estilos educacionais diferentes, quer seja pela educação que tiveram ou pelo seu percurso académico. Todas elas pensam e agem de maneira diferente perante diversas situações, mas neste contexto é FUNDAMENTAL que tenham posturas similares. Tem de haver um fio condutor que balize as ações e reações de todas, mas nem sempre é assim.


Muitas vezes sinto que parte das confusões que existem nos Lares derivam do facto de estarmos em algum desentendimento porque uma funcionária diz que podemos e há outra diz que não, em turnos e dias diferentes. E na maior parte das vezes é por coisas tão pequenas como por exemplo, quem deve trazer o cesto da roupa suja. O facto de nem sempre haver uma coerência por parte das adultas, ou se a informação não é bem passada, depois quem sofre as consequências somos nós, quem lá vive. Ou então somos as que mais lucramos pois há sempre alguém que sabe usar as diferentes personalidades para obter aquilo que quer, como se perguntássemos ao pai porque diz sempre que sim em vez de perguntarmos à mãe (ou vice-versa).


Como sabem passei por muitas casas, por muitas funcionárias, técnicas e religiosas, tive durante o meu crescimento imensas regras diferentes e por vezes antagónicas por isso acho que feitas as contas podia (se calhar devia) ser uma pessoa mais perdida e revoltada mas até que sou boa da cabeça! ahaha


Atrevo-me a dizer que a gestão de recursos humanos deve ser dos maiores desafios para quem dirige uma casa destas. Primeiro nem toda a gente tem perfil para aqui trabalhar, e não me refiro ao curso superior, já conheci senhoras apenas com o ensino primário que tinham muito mais jeito que algumas sras. doutoras. Depois, conseguir controlar o bom ou mau exemplo que as trabalhadoras dão às meninas, pois também já conheci pessoas que na presença da chefia são de uma maneira e quando estão sozinhas connosco são de outra. Enfim… quando penso “gostava de ser eu a mandar” lembro-me desta difícil tarefa e rapidamente me passa a vontade.


Juro que ninguém me pediu para dizer isto, mas já sabem que tenho no lar da santa cruz o melhor exemplo portanto, fico feliz por ter vindo a tempo de viver a minha adolescência numa casa que apesar de algumas diferenças pontuais, todas falam “a mesma língua”.





 
 
 

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